Esse livro chegou as minhas mãos quase como mágica. Apesar de já ter conhecimento sobre as irmãs Brontë, me contentei em apenas conhecer o maravilhoso "O Morro dos Ventos Uivantes", de Emily Brontë, que por sinal, é um dos meus livros favoritos e que já li duas vezes.
Estava a procura de "Jane Eyre"na biblioteca, mas como estava com pressa, peguei correndo o único título que contava em sua estante, dedicada as irmãs Brontë.
O livro começa um tanto parado, com seu personagem principal William Crimsworth, um rapaz inglês e órfão. Ele trabalhava em um emprego que detestava, na empresa de seu irmão que ele também não sentia apreço algum, na cidade de Yorkshire. Durante essa parte do livro, a leitura não te prende muito, pois o personagem não é como um mocinho de livros "água com açúcar", o qual esperamos sempre. Mas, é ao mesmo tempo por esse motivo que ele vem se tornando interessante ao tempo que a leitura vai sendo feita. É um personagem de temperamento forte, frio e um tanto tímido, podemos dizer. E dessa característica que o protagonista principal tem, diferente do que estamos acostumados, que nos desperta curiosidade com o desenrolar da obra. Então, quando ele se muda para Bélgica para atuar como professor, inicialmente em uma escola de rapazes, e depois em uma escola apenas de meninas, a narrativa começa a se desenrolar.
As mulheres pelo qual o Sr Crismworth se apaixona ao longo da história, não são nenhum pouco convencionais. São mulheres fortes, interessantes e que tem uma postura diferente de uma mulher da época vitoriana. Posso dizer também que a leitura tem um ponto feminista, principalmente na segunda personagem, que se portou de uma forma muito forte e corajosa diante de alguns fatos da dura vida que passava.
A narrativa tem vários desenrolares e faz você pensar diante das atitudes corajosas dos personagens no decorrer de passagens da vida. Marcados por alguns de seus encontros diante de pessoas de má índole, como também o encontro de pessoas boas que podemos constar na amizade que o personagem tem com outro homem, que garante algumas risadas, através de suas conversas pouco amigáveis. Porém é este amigo que o ajuda com uma carta de recomendação para um emprego na Bélgica.
É uma leitura ótima, recomendo bastante para quem ainda não conhece as irmãs Brontë e também para o conhecimento da história da mulher vitoriana e da visão de Charlotte diante de alguns aspectos femininos da época.

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