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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Cem Anos de Solidão por Gabriel García Márquez

"Ninguém merece as tuas lágrimas, mas quem quer que as mereça não te vai fazer chorar."




Depois de algum tempo longe do blog, pois estava sem tempo por conta do trabalho e faculdade, volto hoje com um grande título do colombiano Gabriel Gárcia Marquez, vencedor do prêmio Nobel da Literatura, escrito à partir de 1965 e publicado em 1967 pela editora Record. O livro se chama Cem Anos de Solidão. 

Ele nos conta a história de uma família em sua geração, totalizando talvez mais do que cem anos em uma cidade chamada Macondo, fundada pela família Buendía. A narrativa é maravilhosa, pois mistura a realidade de um povo, junto a fantasia. Algumas partes do enredo que particularmente são fantásticas, fala sobre uma menina que comia terra e tinta das paredes que arrancava com as unhas, um homem que vivia cercado de borboletas brancas, espíritos que apareciam para conversar ou pedir algo e uma menina que sobe aos céus junto de lençóis estendidos e que faz um dos membros da família se preocupar com o lençol que subiu e nunca mais desceu.

Toda a geração leva o nome de seus antepassados, principalmente de José Arcádio e Aureliano. A primeira mulher da geração, Úrsula, que acompanhou toda a tristeza e acontecidos loucos da família, é a personagem que vive por mais de cem anos e uma das mais sábias que há na história. Úrsula, ao meu ver, é muito forte e podemos chegar a pensar que todos os cem anos de solidão dessa família e suas gerações foram acompanhadas por ela, sendo assim a personagem mais importante da história, onde acompanhou dias de guerra, a morte e desaparecimento de filhos e todos os acontecimentos sobrenaturais que se passam na narrativa, juntamente do enriquecimento e dias felizes que a família também passou.

Esse grande escritor me chamou muito a atenção quando eu tinha 13 anos e peguei um livro chamado O Amor nos Tempos do Coléra e que marcou minha vida. É um romance intenso, triste e lindo ao mesmo tempo, que me fez por dias sentir aquela depressão pós leitura que só os leitores assíduos conhecem.

A forma como ele narra os acontecimentos, a forma de escrever, é quase como uma poesia feita em prosa, tornando todo acontecimento da história interessante e ao mesmo tempo fazendo com que algo fora do real seja tão simples em sua descrição, mas tão chocante em seu significado.



"Atordoado por duas nostalgias que se contrapunham como dois espelhos, perdeu o seu maravilhoso sentido da irrealidade, até acabar recomendando a todos que fossem embora de Macondo, que olvidassem tudo que ele havia ensinado do mundo e do coração humano, que cagassem para Horácio, e que em qualquer lugar em que estivessem recordassem sempre que o passado era mentira, que a memória não tinha caminhos de regresso, que toda primavera antiga era irrecuperável e que o amor mais desatinado e tenaz não passava de uma verdade efêmera."



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